O caminho aberto de um(a) bodisatva

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O problema básico que parecemos estar enfrentando é que estamos muito envolvidos na tentativa de provar algo, que está ligado à paranoia e ao sentimento de pobreza. Quando você está tentando provar ou obter algo, você não está mais aberto, você tem que verificar tudo, você tem que arranjar isso “corretamente”. É uma maneira paranoica de viver e realmente não prova nada.

Pode-se estabelecer registros em termos de números e quantidades – que construímos o maior, o maior, o que coletamos mais, o mais longo e o mais gigantesco. Mas quem vai se lembrar do registro quando você estiver morto? Ou daqui a cem anos? Ou daqui a dez anos? Ou em dez minutos? Os registros que contam são aqueles do momento dado, de agora – se a comunicação e a abertura estão ou não ocorrendo agora.

Este é o caminho aberto, o caminho do bodhisattva. Um bodhisattva não se importaria, mesmo se recebesse uma medalha de todos os Buddhas que o proclamassem o bravo bodhisattva em todo o universo; ele não se importaria nem um pouco. Você nunca leu histórias dos bodhisattvas que recebem medalhas nos escritos sagrados. E com razão, porque não há necessidade de provar nada. A ação do bodhisattva é espontânea; é a vida aberta, comunicação aberta que não envolve luta ou velocidade de modo algum.

~ Chogyam Trungpa Rinpoche

Autor
Coordenador
Praticante budista e instrutor de meditação. Desde 2011 dedica seu tempo à descoberta do coração desperto (bodicita), a partir dos ensinamentos de Buda e nas instruções práticas de Lama Padma Samten. Casado, pai de 2 filhos, é coordenador da Roda do Darma e tutor no CEBB.

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