Sete dicas para ajudar a si e aos outros em tempos de quarentena

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1 – Aceite – Medo, a ansiedade, as preocupações, angústias etc. Todos estamos no mesmo barco. Não se oponha contra os sentimentos que surgirem, evite negá-los; 

2 – Ilumine seus os sentimentos – Dê lugar, acalme-se, respire. Entenda suas emoções a partir de uma visão de sabedoria, medite sobre como elas podem ser usadas a seu favor. Compreenda a verdade mais profunda sobre sua essência; 

3 – Saúde mental – Compreenda a situação momentânea dentro de uma perspectiva mais factual, entre em contato com fontes seguras de informação.  

4 – Diversão – Faça coisas que antes não tinha tempo de começar ou dar sequência pois você estava sempre ocupado(a). Assista filmes, documentários;

5 – Reduza a necessidade financeira – uma vida simples nos ajuda a lidar com momentos de turbulência. Em tempos de incerteza, gastamos certos recursos não planejados. Peça ajuda amigos que entendem do tema para lhe orientar;

6 – Como anda a sua rotina? Regozije-se da sua vida humana preciosa. Aproveite para meditar, desenvolver alguma tranquilidade mental, fazer exercícios, ler. Ligue e entre em contato com amigos e familiares por telefone, video-chamadas, etc;

7 – Compaixão: conecte-se mais consigo e com as pessoas, ofereça. Reze para poder passar por esse período de incertezas com quietude e lucidez. Aprenda a se perdoar e aceitar a sua condição humana e a dos outros também. Entenda que todos os seres se movem em busca da felicidade e desejam evitar a infelicidade. Faça dessa visão sua forma de entrar em contato com o coração de todos os seres.

Imagem de Hans Braxmeier por Pixabay

Sobre o autor

Desde 2011, dedica sua atenção e curiosidade à meditação e a sabedoria milenar do Darma. É aluno de Lama Padma Samten. Praticante no CEBB Recife (PE).

4 comentários em “Sete dicas para ajudar a si e aos outros em tempos de quarentena

  1. LUCIA DA FONSECA CASTRO Responder

    Olá! Não compreendi a frase: “Entenda que todos os seres se movem em busca da felicidade e desejam encontrar a infelicidade”, poderia por gentileza me esclarecer. Obrigada!

    • Roberto Sampaio Autor do postResponder

      Olá Lúcia!
      Roberto escrevendo.

      Somos seres de relacionamentos, isso é inevitável! Nossa internet, o suco de limão, o carregador de celular, todos esses objetos não nos pertencem! Eles são uma rede muito mais ampla do que nós mesmos.

      De modo geral, nós nos movemos e buscamos situações externas aparentemente favoráveis e evitamos as situações que façam essa busca ser interrompida ou modificada. Ou seja, felicidade e infelicidade baseada em coisas externas, é muito frágil. A maneira autocentrada de se mover é buscar a felicidade e evitar o sofrimento apenas para si. Mas, na verdade, nunca estamos sozinhos. Isso é um sintoma da bolha.

      Nossa ação, quando usada fora das bolhas, pertence a uma inteligência muito mais ampla do que Lúcia ou Roberto. É mais fácil reconhecer uma felicidade que é genuína, autêntica, dessa forma. Sem isso, tudo vira uma bagunça. Encontrar a felicidade apenas baseado nas opiniões e ideias que surgem de si mesmo, é a receita certa para o sofrimento. A compaixão é o que nos une. Basta olharmos com mais cautela, livre das bolhas que as coisas andam numa direção mais elevada, positiva. A conexão está sempre aí, é possível!

      Nesse quesito, é muito importante olhar que uma mesma situação pode ser vista de diferentes formas, por diferentes pessoas. Quando olhamos e perguntamos se as nossas movimentações ajudarão mais pessoas, dentro de nós, brota uma felicidade incomum, mais humana. É Completamente diferente de qualquer euforia que usualmente chamamos de “felicidade”.

      O que acha? Faz sentido?

  2. LUCIA DA FONSECA CASTRO Responder

    Sim, faz muito sentido, entendo quando vc diz que “A maneira autocentrada de se mover é buscar a felicidade e evitar o sofrimento apenas para si”, mas ainda não compreendi quando diz que “os seres se movem em busca da felicidade e desejam encontrar a infelicidade”, esse “desejar” a “infelicidade” para mim soa contraditório a “evitar o sofrimento”.

    • Roberto Sampaio Autor do postResponder

      Oi Lúcia!

      Houve um erro de edição, de minha parte. É isso mesmo: evitar a infelicidade, sofrimento.
      Já consertei no texto acima.

      Obrigado pela contribuição!

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