Podcast | #16 – Meditar: parar e olhar

parar e olhar
Esse artigo faz parte da série As Quatro Nobres Verdades com 20 publicações
Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Meditar, parar, sentar e olhar. Você pratica meditação? Quando pensamos sobre o assunto, usualmente nos vem algo como: cortar os pensamentos, não pensar em nada, ficar zen ou até mesmo ficar parado ou parar de pensar. Nesse encontro, vamos trabalhar essas ideias e aprofundá-las. Então, como é a meditação no budismo? Num contexto mais amplo, podemos trabalhar o contexto de quietude, acalmar e domar a mente para depois entrar e aprofundar a compreensão sobre aquilo que usualmente chamamos de mente.

Em suma, vamos usar essas duas abordagens e elas se complementam e nos ajudam sobre a pergunta central, que é: como meditar?. Tanto quem tem conexão apenas com a meditação e quem tem conexão com o Darma, e deseja saber como usar essa ferramenta a seu favor no caminho.

No caso, a prática em si será a shamata com foco na energia. Recomendo algumas meditações guiadas para irmos treinando, exercitando a capacidade de dirigir a própria mente. De vez em quando, é interessante lembrar da motivação correta se sentarmos para praticar pois segundo os mestres, isso acelera o processo de decantação da mente agitada e o processo de re-iluminação se torna natural.

As seis perfeições (paramitas)

  1. Generosidade
  2. Moralidade
  3. Paciência
  4. Energia Constante
  5. Concentração (atual)
  6. Sabedoria

Sugestão para aproveitar os estudos

  1. Leia o trecho “Darma da vez” escutando a gravação do estudo em no podcast ;
  2. Enriqueça a sua compreensão: Procure exemplos em sua vida com pessoas próximas, nos noticiários, nas diversas conversas entre amigos, no trabalho, etc.
  3. Antes de seguir para o próximo estudo, anote os exemplos ou as eventuais dúvidas e se preferir, compartilhe com o grupo de apoio aquilo que achar apropriado, dentro do escopo do tema.

Darma da vez

Parar e olhar

Na primeira delas, o mestre orienta o tigre “você vai lá no meio da floresta e pare!”. Quando o tigre pára, está tudo parado, mas quando começam as alterações em volta, ele começa a ver que a floresta está se movendo, que está tudo se movendo, os bichos estão se movendo. E aí é que vai começar realmente Dhiana, ou seja, Dhiana não começa quando ele está fechado frente ao ambiente, mas sim, quando ele, parado, se abre ao ambiente. Então vai haver uma tensão, um processo dinâmico entre a imobilidade e o andar.

Inicialmente, temos a experiência de ver tudo ao redor se movendo, até o ponto em que vamos ver que não há propriamente um fenômeno externo, mas que a nossa mente é que vai seguindo a partir de suas impressões cármicas, ela vai dando os significados, os movimentos, e vão surgindo os impulsos em relação a tudo que nos toca sensorialmente, e também nos toca pelo sentido abstrato. Se seguirmos, nos tornamos idênticos àquilo e simplesmente não percebemos o fenômeno de ligação e de sustentação de samsara. Apenas reagimos como nós mesmos. Somos nós mesmos e agimos no meio do mundo e temos reações naturais como qualquer um teria.

Meditar: parar, sentar e liberar

Mas agora não, devido ao exercício da imobilidade, não vamos reagir. Não vamos reagir nem em corpo, nem em fala e nem em mente. Por isso, quando qualquer impulso surgir, aquele impulso é visto de uma maneira maior do que a maneira ordinária, porque antes veríamos o impulso e simplesmente andaríamos. Mas agora estamos vendo que aquele impulso, não é uma criança, um cachorro, um galo, um automóvel, mas que aquele impulso é inseparável da nossa estrutura interna, à qual respondemos há vidas. Assim, enquanto nos movemos, vamos entendendo melhor a nós mesmos, através de todas as aparências externas.

Podcast

A seguir, aperte o play e acompanhe o estudo em áudio:

Capa de imprimable por Pixabay

Se liga na série<< Podcast | #15 – Como é a meditação no budismo? – Pt 1Podcast | #17 – O que acontece na meditação? Parte 1 >>

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